A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (4) a 24ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Aletheia.

O seu objetivo é dar continuidade às investigações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros praticados por diversas pessoas no contexto do esquema criminoso revelado e relacionado à Petrobras.

PF deflagra 24 fase da Lava Jato com buscas em endereços do ex-presidente Lula Brasil
Lula foi levado pela PF e será obrigado a depor. (Reuters)

Em nota, a PF informa que cerca de 200 policiais federais e 30 auditores da Receita Federal cumprem 44 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para a delegacia a fim de prestar depoimento e depois é liberada.

As medidas estão sendo cumpridas nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. A operação também inclui buscas em Guarujá, Diadema, Santo André, Manduri e Atibaia.

Segundo a PF, a casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e o Instituto Lula são alvos da operação. Marisa Letícia, uma nora, seus três filhos e alguns contatos próximos do presidente também estão sendo investigados.

Marqueteiro João Santana foi preso em operação realizada semana passada. (Reuters)
Marqueteiro João Santana foi preso em operação realizada semana passada. (Reuters)

Lula foi levado pelos policiais de sua casa. De acordo com a Folha de S. Paulo, ele é um dos alvos de mandado de busca e apreensão e condução coercitiva, portanto ainda será obrigado a depor. Especula-se que a possível delação de Delcídio do Amaral, revelada pela revista Istoé (prontamente negada pelo senador petista), possa ter alguma ligação com a ação da PF.

A operação recebeu o nome de Aletheia, em referência a uma expressão grega que significa “a busca da verdade”.

23ª fase levou marqueteiro do PT

Batizada de Acarajé, em referência à expressão usada pelos próprios suspeitos para falar do suposto dinheiro desviado, a fase anterior da Lava Jato foi a que prendeu o publicitário João Santana, responsável pelas campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores. Sua mulher, Mônica Moura, também foi detida. O casal é suspeito de receber cerca de US$ 7,5 milhões (cerca de R$ 28 milhões).

Santana foi quem tocou não só a campanha da reeleição de Lula, em 2006, como também as duas da atual presidente, Dilma Rousseff. A PF suspeita de que os valores irregulares têm origem no esquema de corrupção da Petrobras.

Com informações da Agência Brasil